Quando o pescoço tem bandas verticais ou perde definição mesmo sem gordura sobrando, o problema costuma estar no músculo platisma. Tirar gordura não resolve isso.
É um músculo fino e largo que vai da região do tórax até a mandíbula. Com o tempo, ele pode se separar na linha média do pescoço e formar bandas verticais, o que muda o contorno do pescoço e do terço inferior da face.
É a cirurgia que reposiciona e sutura o platisma para corrigir essas bandas e dar sustentação ao pescoço. Existem várias técnicas descritas, entre elas a sutura em corset e a sutura de suspensão. A escolha depende da anatomia, do grau de flacidez e do que a avaliação mostrar.
A evidência existente é, em boa parte, de séries de casos de cirurgiões, não de estudos comparando técnicas entre si. Isso precisa ser dito com clareza:
Leitura prática: existem dados que sustentam que a correção do platisma é duradoura, mas ninguém pode prometer quanto tempo vai durar no seu caso. O envelhecimento continua depois da cirurgia.
Hematoma, alterações de sensibilidade, assimetria, edema prolongado e cicatrizes são riscos descritos para cirurgias de pescoço. Eles são discutidos na consulta, com o que se aplica ao seu caso. Nenhum procedimento elimina totalmente o envelhecimento do pescoço.
Não. A lipo atua na gordura. A platismoplastia atua no músculo. Podem ser feitas juntas.
É uma cirurgia, e existe desconforto no pós-operatório. O manejo da dor e o que é esperado ou não esperado são explicados antes e acompanhados nos retornos.
O inchaço inicial não é o resultado. O contorno se define ao longo de meses.
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